domingo, 25 de setembro de 2016

ESTAR EM PAZ CONSIGO MESMA (TÂNIA POLON)












O que é de fato estar em paz consigo mesma? 


Estamos em paz conosco? 

Quando podemos dizer que estamos em paz de verdade?



Algumas pessoas te dirão que estar em paz consigo mesmas é não dever dinheiro a ninguém, pagar suas contas em dia, que as deixa dormir em paz. 

Mas de fato não dever a ninguém ou pagar suas contas em dias não significa que estamos em paz conosco. 

Pagar suas contas em dia é uma simples obrigação de todos nós e não há mérito algum nisso.



Outras dirão que o dever cumprido as deixam em paz consigo mesma. 

Que ao ter educado bem seus filhos muito bem, estarão em paz consigo mesmas. 

Mas e a responsabilidade social? 

Nós a cumprimos de fato? 

Sei que temos direitos e deveres a cumprir diariamente em nossa vida, mas é responsabilidade de todos nós estimularmos crianças a agirem de acordo com a ética, princípios como a honestidade, respeito com as escolhas alheias, não sermos preconceituosos, ensinarmos a serem cidadãos.



Valores e virtudes que deveriam estar internalizados em nós, como o respeito ao próximo, devido as inúmeras dificuldades enfrentadas por pessoas com dificuldades de locomoção, idosos, pessoas grávidas, não são respeitados e valorizados nos grandes centros deste país. 

Pessoas se esquecem de olhar ao lado. 

Muitas, acredito que por estarem cansadas da maratona olímpica que corre solta nas grandes cidades, fecham seus olhos, fingem que estão dormindo para não cederem até mesmo as cadeiras que são destinadas as pessoas com essas dificuldades. 

Estas pessoas podem dizer que estão em paz consigo mesmas?



Outras dirão que elas se responsabilizando pelas suas próprias vidas já as deixam em paz consigo mesmas. 

A maior obrigação de suas vidas é consigo mesmas.



Outras dirão que estar em paz consigo mesmas é realizarem um trabalho voluntário... 

Que o trabalho voluntário as fazem plenas, reais, que ao doarem-se ao próximo preenchem suas vidas de amor e felicidade. 

Que este trabalho lhes proporciona a maior felicidade que tiveram em suas vidas e que ao deitarem suas cabeças no travesseiro, sentem-se com o sentimento do dever cumprido, e que estão em paz consigo mesmas...



Daí pergunto... 

Essa pessoas são plenamente felizes? 

Estar em paz consigo mesmas as deixam completamente felizes?



Qual é a diferença entre ser feliz e ter felicidade? 

FELIZES estamos em alguns momentos de nossas vidas, são pequenos momentos que nos fazem felizes. 

FELICIDADE é mais completa, é o nosso estado de espírito. 

É quando somos felizes e valorizamos as pequenas coisas da vida. 

Quando abrimos nossos olhos da alma para enxergar: 

O sorriso do SER HUMANO.

O brotar de um grão de areia.

O florescer de uma flor.

O ir e vir das ondas do mar.

O descer sereno das águas de um rio.

O ser humano e a natureza em si estão repletos de temperos que nos leva a aprendermos a vivenciar a pura felicidade em nossas vidas...



Quando proporcionamos alegria aos outros, como se fosse um ímã, essa alegria retorna duplicada para nós. 

Muitas vezes, quando realizamos algo por outra pessoa, a pessoa mais necessitada somos nós. 

Eis a razão de tanta FELICIDADE que sentimos em AJUDAR AO NOSSO PRÓXIMO.



Se prestarmos mais atenção as pessoas ao lado, expulsaremos de perto de nós a tão dolorosa solidão. 

Quantas pessoas querem conversar conosco nas ruas, nos restaurantes, nos ônibus, nos metrôs, nas praças, em tantos lugares e fechamos nossos ouvidos para elas e depois pagamos altas somas em consultórios de psicólogos?



Muitas vezes não somos FELIZES por que não somos dóceis conosco.

Nos isolamos dos demais e sentimos um vazio profundo. 

Nunca se sabe quem será aquela pessoa que nos acolherá nesse ou naquele momento de nossa vida...



Ao fecharmos nossos olhos para as pessoas poderemos estar fechando nossos olhos para grandes coisas a serem realizadas em nossas vidas. 

Quem sabe não estamos diante do grande amor que tanto vislumbramos? 

De um novo amigo fiel e companheiro que nos acompanhará na nossa jornada? 

Quem sabe? 

Ninguém sabe, basta andar de olhos bem abertos para novas experiências! 

A vida pode ser diferente e melhor, depende das escolhas feitas por cada um de nós!!!


LIBERDADE (LANA NÓBREGA)









Dos eventos que nos surgem estão aqueles (muitos) que vêm para que (re)conquistemos a nossa liberdade.


Liberdade é algo paradoxo: porque advém sempre da destruição de um mundo antigo para o surgimento de uma nova realidade.


O caminho para a liberdade sempre exige enfrentamento: ato heroico para si. Para si. A liberdade é um inspirar-se de si mesma.



E por isso mesmo requer quebra, requer rompimento de estruturas e, muitas vezes, de relações que aprisionam.


A liberdade é também um abraçar a solitude: porque ninguém nunca saberá exatamente o que você passará para conquistá-la. O processo da liberdade é seu e de mais ninguém.


E mesmo que se encontrem abraços empáticos pelo caminho, só você sabe a dor de quebrar as estruturas antigas para, exausta e ferida, chegar ao outro lado do muro.


Mas aí vem o terreno fértil da liberdade: nela, você pode começar a descobrir a si mesma e a entender que tudo o que existia no mundo antigo, permanece lá e sobrevive sem você.


E que você que tirava pedaços de si para manter aquele mundo velho inteiro, agora pode começar a juntar seus pedaços e a se transformar em quem você sempre sonhou ser.


Ser de si é o maior presente que uma pessoa pode se dar.
Para que seus pés possam andar, para que seus olhos possam ver, para que seus sorrisos possam sorrir livres e amplos.


ESPIRITUALIDADE (LANA NÓBREGA)










A espiritualidade deve ser aquilo...



Que te ajuda.


Na construção do teu ser.


Na melhoria da tua alma.


E na reflexão sobre a tua existência.



A real espiritualidade chama...


À compaixão.


Ao amor.


À paz.




Nada que te censure...


Te oprima.


Te julgue.


Te condene.


Está relativo a espiritualidade.


Isso é coisa de homens.


Não de Deus.



O QUE FAREMOS DAS NOSSAS VIDAS? (TÂNIA POLON)









Vivemos em um planeta muito habitado... 


Imaginem quantos pensamentos e sentimentos não circundam nas mentes dos seres desse planeta?


O mundo está repleto de emoções. 


As pessoas criam formas e pensamentos no decorrer de suas vidas. 


Essa atmosfera propicia para que o planeta viva positivamente ou negativamente. 


Imaginem um pulmão cheio de fumaças tóxicas. 


Essas formas e pensamentos podem caracterizar um lixo tóxico.

Ou um ar puro que jorramos para nosso planeta através dos nossos pensamentos e sentimentos.


Muitas pessoas consomem-se diariamente num turbilhão de pensamentos e sentimentos nefastos.


Deixam de acreditar no potencial de força que habita dentro de si mesmas.


Se colocam na condição de coadjuvantes de suas próprias vidas.


O que fazemos de bom em prol do nosso planeta?


Cuidamos dos seres humanos, dos mares, dos rios, da natureza, dos animais, preservamos a água, a comida?


Estamos construindo um mundo melhor ou destruindo o lar das nossas futuras crianças?


Cuidamos dos nossos sentimentos e dos nossos pensamentos intrísecos?


Para que possamos criar um mundo melhor para nós e para as crianças.


É importante primeiramente que cuidemos dos nossos sentimentos e pensamentos.


Que sejamos dóceis e meigos conosco.


Que plantemos amor em nossos corações.

E assim distribuirmos sementes para que a felicidade cresça diariamente em nossas vidas. 


Quantas experiências de vida não são vividas diariamente em cada lar deste planeta? 


Somos uma enciclopédia repleta de conteúdos diversificados. 


Teríamos que escrever tantos livros que não teríamos tempo suficiente para ler tantas histórias.

Nem que vivêssemos uma vida de bilhões de anos. 


A humanidade é rica em histórias. 


Histórias personificadas a cada dia. 


Se registrássemos cada passo de cada pessoa não teríamos espaço suficiente para inserir tantos dados.


Nem no papel ou no disco rígido dos computadores.


O fundamental nesta vida é buscarmos estarmos em paz conosco.


E busquemos viver em equilíbrio para que possamos entrar em sintonia com as leis do amor e da paz interior...



segunda-feira, 23 de maio de 2016

GAROTAS SM &TM (KIKA MENDONÇA)





Dia 23, outono em maio às 22:30h ocorre o encontro de SM & TM num papo de Yahoo Messenger. 

TM era segredos. 

SM era Senhora. 

Rolava muita conversa, TM curiosa insistia para SM se apresentar. 

A noite adentrava, SM não queria perder a chance de seduzir TM. 

Entre verbos, sinônimos e adjetivos, TM queria mais uma prosa, desta vez, sem rodeios, queria esquadrinhar SM. 

Sua bolsa é Monica Sanches? 

Seu sapato é Corello? 

Seu perfume é Gabriela Sabatini? 

SM virou o jogo: Sua Batata frita é McDonald’s? 

Seu Frango à passarinho é Degas? 

Seu Kibe é Almanara? 

Seu Café é Frans? 

Seu Shop é BarBrahma? 

Ah!!! 

SM pegou forte. 

Apertou. 

Cercou. 

TM saiu da toca: Ave Maria, rogai por nós os pecadores, na voz de Celine Dion. 

SM não entendeu. 

É um pedido de socorro? 

Então lá vai o pedido de SM: Ando por aí querendo te encontrar, em cada esquina paro em cada olhar, na voz de Cássia Eller. 

Vou trabalhar, quero dormir, escreveu a frase esparsa TM, traduzindo sua vontade de ficar. 

SM, sorrateira, escreveu: Amanhã será um lindo dia, na mais perfeita harmonia. 

Te espero. 

TM, em inglês escreveu Good Night. 

SM respondeu Kiss me my Love.


domingo, 8 de maio de 2016

A RAZÃO DE SERMOS MÃES (LANA NÓBREGA)








A razão de fazermos parte do caminho uns dos outros. 


O motivo pelo qual vidas se cruzam, se interligam, se relacionam.


Os vínculos que criamos e as pessoas que carregam nelas o nosso coração.

Eu sempre desejei ser mãe. 

Aliás, acho que sempre fui/sou um pouco mãe de todos que cruzam o meu caminho. 

É meu isso. 

Sou caranguejo, gosto de me aconchegar e gosto de colocar sob a asa também. 

Proteger é sempre o meu primeiro impulso.

Mas nada na vida foi e é mais transformador do que enxergar em outro ser humano algo tão forte à ponto de saber que estão predestinados à serem um do outro. 

A ponto de saber que a partir dali sua vida jamais será a mesma, que você jamais poderá existir sem saber que aquelas pessoas estão bem e felizes.

Assim é com meus filhos. 

Tenho a plena convicção de que nasci para ser mãe deles e que eles nasceram para serem meus filhos. 

A existência deles me emociona e me transborda e por eles já efetuei imensuráveis transformações em mim e na minha forma de interpretar a vida. 

E por meio deles, sigo me transformando sempre.

Meus filhos me melhoram, me aprofundam, me expandem.

Ser mãe é ter o exclusivo privilégio de ter participação especial na existência de outro ser humano.

Ocupar esse espaço tão íntimo, tão privilegiado, tão benevolente é de muita responsabilidade. 

Entender até onde vai o que é seu e aonde começa o outro, receber as transformações que a vida daquele ser operará em você, estar aberta ao presente de olhar a vida a partir daqueles outros olhos é de uma benevolência imensurável.

À eles eu sou gratidão e emoção sempre.
Por eles eu sou capaz de tudo, até de sentir saudades sempre.

Por seus sorrisos me fazerem sorrir, com eles aprendo um amor que vai para além de qualquer controle: quero-os sempre livres, a serem quem quiserem ser, a voarem os voos que seus corações desejarem.

Eles me ensinam inclusive que às vezes não há só uma mãe na vida de uma pessoa: meus filhos são filhos de várias mães.

Cada uma delas com sua importância, cada uma delas com sua participação na história deles, cada uma delas com a sua presença e relevância.

Por me ensinarem o desprendimento sempre, meus filhos são terreno sagrado para mim: operam transformações na esfera mais difícil de ser transformada, a do coração.

Não acho que mereço a beleza que eles me proporcionam, mas recebo com uma gratidão que ultrapassa quaisquer palavras o presente que é ser uma de suas mães.

Porque não importa aonde eu esteja e a distância que possa existir entre nós, saber que eles estão no mesmo mundo que eu e que eu posso no meu peito chamá-los de filhos já me um presente que traz significado à minha existência e imensurável beleza aos meus dias.

Não acho que eles ainda entendem o quanto me influenciam e o quanto me transformam todos os dias, mas não tem problema não saberem. 

Porque um dia sei que dentro das vivências deles, eles também serão tocados por outros seres humanos que revolucionarão suas existências.

Obrigada, meus amores, por serem essa força revolucionária em mim. 

Obrigada por me fazerem entender o presente que é ter uma participação tão privilegiada na vida de outro ser humano. 

Obrigada por me fazerem mãe.

Amo vocês com todas as células do meu corpo e com toda a expansão da minha alma. 

A existência de vocês me faz grata à vida.

MÃE NOALANDÊSA (KIKA MENDONÇA)







É mãe. 

Ela é pintada no quadro em vértices, côncavos e convexos. 

Suas formas emolduram o amanhecer e a penumbra no décimo segundo de um prédio edificado. 

Suas preces são de mármore em resenhas na parede. 

Seus versos são palavras de amor para suas filhas. 

Quero ver minhas filhas crescerem, quero ser mãe, amiga e confidente. 

Oh! 

Pois sim! 

Ela é a mãe que fala o que vem à cabeça, não importa a rima, a sonata a ária. 

Ela faz prova de roupa e chama a costureira numa gradação espontânea: dona tecida, dona linha, dona agulha. 

A mulher olha por cima dos óculos numa rajada de sorrisos, e não bastava a entoação daquela sonata doida, ela ainda abre a boca pra chamar dona máquina; evidente que interrompi esse monólogo intrépido. 

Duas semanas dali, na loja de decoração ela chamou a recepcionista de dona toalha. 

Eu parei! 

Nossa! 

Será nascida da Excêntrica Família de Antônia, o filme na minha visão? 

Será nascida do “Minha Mãe é uma Peça”, o filme na visão de suas filhas? 

Ela é por ela mesma. 

A Nerd arruma os óculos, deita de bruços e atira o touch na tela do notebook , do tablet, do smartphfone, expressa a interatividade na sua rede social. 

Compartilha, publica, curte. 

Fala de SQL, Infopath e SharePoint. 

Transfere dados por blutue, como ela chama a aplicação de transferência dos smarts, conversa em tempo real por áudio do whatsApp, e não desafina em nada no parecer do elevador ao ver a mulher desafeminada. 

Lembra da Giovanna Antonelli e diz que é Antena da novela a Regra do Jogo. 

Risadas a solta, ela se manifesta dizendo: vou dar minha opinação a respeito do assunto. 

O vocabulário é o Noalandês, mistura daquele 1% de holandês e 99% de Noa, seu nome artístico. 

Você é mãe Noalandêsa. 

Você é proa, você é mastro, você é uma saga em capítulos.


Eu, assino essa crônica pelo seu dia, hoje. Na minha visão. Por mim mesma. Kika Mendonça.

FELIZ DIA DAS MÃES (TÂNIA POLON)









FELIZ DIA DAS MÃES!!!



Razão infinita da nossa existência...

Amor incondicional...

Felicidade que não tem limites...

M Ã E

São três letras com um significado capaz de adocicar os mais rebeldes corações...

M: MAIOR

A: AMOR

E: ENCONTRADO

Ser mãe é emprestar o ventre para que se cumpra os desígnios de Deus!

Ser mãe é despir-se das próprias vontades em prol de um amor maior...

Ser mãe é o mais doce e belo momento na vida de uma mulher...

Ser Mão é aprender que a vida é o bem mais valioso da própria existência da vida. É poder ensinar caminhar por caminhos retilíneos...

Nenhuma mãe pode viver a vida de um(a) filho(a), mas pode mostrar o melhor caminho a ser seguido...

Ser mãe:

É amar...

É educar...

É participar...

É ensinar...

É valorizar...

É brincar...

É sorrir...

É dar o exemplo...

É chorar...

É estar presente em todos os momentos da vida dos filhos para que esses momentos durem para sempre!!!


Desejo a minha Mãe em especial...

E a Todas as MÃES de Corpo, Alma e Mentes...

UM FELIZ DIA DAS MÃES!!!

domingo, 6 de março de 2016

UM QUARTO DE HORA (MEIMEI)







UM QUARTO DE HORA

Quinze minutos sem compromisso são quinze opções na construção do bem. 

Quando tiveres um quarto de hora à disposição, reflete nos benefícios que podes espalhar.

Recorda o diálogo afetivo com que refaças o bom ânimo de algum familiar, dentro da própria casa; das palavras de paz e amor que o amigo enfermo espera de tua presença; de auxiliar em alguma tarefa que te aguarde o esforço para a limpeza ou o reconforto do próprio lar; da conversação edificante com a criança desprotegida que te conduzirá para a frente as sugestões de boa vontade; de estender algum adubo à essa ou aquela planta que se te faz útil; e do encontro amistoso, em que a tua opinião generosa consiga favorecer a solução do problema de alguém.

Quinze minutos sem compromisso são quinze opções na construção do bem.

Não nos esqueçamos de que a floresta se levantou de sementes quase invisíveis, de que o rio se forma das fontes pequeninas e de que a luz do Céu, em nós mesmos, começa de pequeninos raios de amor a se nos irradiarem do coração.

Alegria é cântico das horas com que Deus te afaga a passagem no mundo.

Em toda parte, desabrocham flores por sorrisos da natureza e o vento penteia a cabeleira do campo com música de ninar.

A água da fonte é carinho liquefeito no coração da terra e o próprio grão de areia, inundado de sol, é mensagem de alegria a falar-te do chão.

Não permitas, assim, que a tua dificuldade se faça tristeza entorpecente nos outros.

Ainda mesmo que tudo pareça conspirar contra a felicidade que aspiras, ergue os olhos para a face risonha da vida que te rodeia e alimenta a alegria por onde passes.

Abençoa e auxilia sempre, mesmo por entre lágrimas.

A rosa oferece perfume sobre a garra do espinho e a alvorada aguarda generosa, que a noite cesse renovar-se, diariamente, em festa de amor e luz.



sábado, 2 de janeiro de 2016

NUNCA DESISTA (DALAI LAMA)




Nunca desista...

Não importa o que esteja acontecendo...

Nunca desista...

Desenvolva o coração...

Muita energia em seu país é gasto com o desenvolvimento da mente... 

Ao invés do coração...

Desenvolva o coração...

Seja compassivo...

Não apenas com os seus amigos...

Mas com todos...

Seja compassivo...

Trabalhe pela paz...

Em seu coração e no mundo...

Trabalhe pela paz...

E eu digo novamente...

Nunca desista....

Não importa o que esteja acontecendo ao seu redor...

Nunca desista....


sexta-feira, 1 de janeiro de 2016

FELICIDADE ABSOLUTA EM 2016 (DIEDRA ROIZ)



Sabemos muito bem o que isso enseja…


Na realidade, acredito que todo ser humano abriga dentro de si uma inigualável habilidade de Fênix. 

Reformular-se, reinventar-se, recomeçar a cada instante, quantas vezes forem necessárias.

Mas o impulso maior para essa mudança está diretamente ligado a essa data específica.

Fazemos determinações, planos, listas. Lançamos nossos objetivos.

Todo ano é isso.

E é preciso mesmo aproveitar para sintonizar essa energia.

De desejo. 

Ânsia de superar a si mesma, avançar, ultrapassar obstáculos, conquistar e concretizar novas realizações.

Dar um basta naquilo que nos faz sofrer, decidir:

- Chega! Não é isso que eu quero para a minha vida!

Correr atrás da felicidade absoluta, aquela que te acompanha não importando as circunstâncias, ou seja: 

A felicidade que reside dentro da nossa própria essência, que só encontramos dentro de nós mesmas.

Altamente positivo se não deixarmos só na vontade.

Nos dias de hoje, ser feliz não é fácil. 

Na verdade, muitas vezes a felicidade parece não passar de… 

Um conceito abstrato.

Mas não é.

Só que é difícil encontrá-la, por ser singular, única e subjetiva.

Não existem duas felicidades iguais. 

Assim como não existem dois seres humanos idênticos.

Mas os ideais errôneos com que somos bombardeadas desde a mais tenra infância nos deixam à deriva.

Algumas vezes chegando até a acreditar que a felicidade é aquilo que os comerciais de TV nos dizem.

Esquecendo que o ideal é sermos autoras, diretoras e produtoras da nossa própria vida, e que:

“A causa da derrota não se encontra no obstáculo ou no rigor das circunstâncias; está no retrocesso na determinação e na desistência da própria pessoa. Se falasse em dificuldades, tudo realmente era difícil. Se falasse em impossibilidades, tudo realmente era impossível. Quando o ser humano regride em sua decisão os problemas que se erguem em sua frente acabam parecendo maiores e confundem-no como uma realidade imutável. A derrota encontra-se exatamente nisso.” (Daisaku Ikeda)

Na virada do ano passado, eu não imaginava os rumos que minha vida tomaria. 

É aquilo:

“Não enxergamos nem os nossos cílios, que se encontram tão perto dos olhos…”

Muitas vezes não sabemos – ou quem sabe ainda não encontramos – aquilo que realmente queremos e desejamos. 

É preciso estar alerta – e aberta – para perceber as oportunidades quando elas aparecem, pois é como dizem:

“A oportunidade é um cavalo ensebado, com um rabo bem pequenininho. Se pegar no corpo, ela escorrega. Para pegar pelo rabo, tem um momento preciso.” (Autor Desconhecido)

Felizmente, tive a boa sorte de discerni-la. Mais ainda: 

De conseguir segurá-la. Essa é uma boa sorte ímpar!

Com relação a 2016, gostaria de voltar a citar meu mestre da vida, o Dr. Daisaku Ikeda, que possamos:

“Despertar para a dignidade e para o valor inerente na própria vida e o surgimento do invencível poder que vem das profundezas do seu ser.

E dividir minhas determinações para 2016 com vocês:

Neste ano que está brotando – e sempre!

Que eu realmente…

Diga às palavras que quero dizer.

Experimente paz dentro de mim mesma.

Confie que me encontro exatamente onde devo estar.

Percorra os caminhos que desejo seguir.

Não me esqueça das possibilidades infinitas que nascem da confiança em mim mesma e em outras pessoas.

Utilize todos os dons que recebi.

Transmita a outras pessoas o amor que me foi dado.

Tenha a emoção que sempre esperei sentir.

Divida o amor com quem sempre aspirei repartir.

Esteja feliz comigo mesma por ser exatamente quem eu sou.

E viva a vida que sempre sonhei existir.

Meninxs Lindxs e Maravilhosxs,

A todxs os meus mais sinceros votos de:

Um Ano Novo repleto de equidade, diversidade, coragem, benevolência, sabedoria, itai doshin (união), Kossen Rufu (Paz Mundial), boa sorte, sucesso, saúde, paz, amor, vitórias, realizações, muitas comprovações e benefícios…

Resumindo:

FELICIDADE ABSOLUTA!!!

FELIZ 2016!!!

Bjo muito mais do que imensamente ultra super mega hiper gigantesco no coração!

Di



quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

GOSTO (CRIS ANVAGO)





Gosto das palavras que enfeitam o meu dia.

Dos olhares que me alcançam a alma.


Da beleza do vento quando sussurra o teu nome.


Da simplicidade das pequenas coisas.


Das cores que me vestem nos sonhos por onde navego.


No verbo onde não encaixo a palavra, mas sorrio na prosa.


Onde deixo fluir todo o meu sentir.


Gosto do gosto da vida, mesmo nos instantes amargos.


Existe a doçura com que salpico os meus dias.


Gosto das palavras transformadas em gestos.


Que não terminam quando o sol nasce.


Gosto do gosto onde revelo o sonho que ainda não nasceu.

QUANDO OS FILHOS VOAM (RUBEM ALVES)




Sei que é inevitável e bom que os filhos deixem de ser crianças e abandonem a proteção do ninho. Eu mesmo sempre os empurrei para fora. Sei que é inevitável que eles voem em todas as direções como andorinhas adoidadas.

Sei que é inevitável que eles construam seus próprios ninhos e eu fique como o ninho abandonado no alto da palmeira…

Mas, o que eu queria, mesmo, era poder fazê-los de novo dormir no meu colo…

Existem muitos jeitos de voar. Até mesmo o vôo dos filhos ocorre por etapas. O desmame, os primeiros passos, o primeiro dia na escola, a primeira dormida fora de casa, a primeira viagem…

Desde o nascimento de nossos filhos temos a oportunidade de aprender sobre esse estranho movimento de ir e vir, segurar e soltar, acolher e libertar. Nem sempre percebemos que esses momentos tão singelos são pequenos ensinamentos sobre o exercício da liberdade.

Mas chega um momento em que a realidade bate à porta e escancara novas verdades difíceis de encarar. É o grito da independência, a força da vida em movimento, o poder do tempo que tudo transforma.

É quando nos damos conta de que nossos filhos cresceram e apesar de insistirmos em ocupar o lugar de destaque, eles sentem urgência de conquistar o mundo longe de nós.

É chegado então o tempo de recolher nossas asas. Aprender a abraçar à distância, comemorar vitórias das quais não participamos diretamente, apoiar decisões que caminham para longe. Isso é amor.

Muitas vezes, confundimos amor com dependência. Sentimos erroneamente que se nossos filhos voarem livres não nos amará mais. Criamos situações desnecessárias para mostrar o quanto somos imprescindíveis. Fazemos questão de apontar alguma situação que demande um conselho ou uma orientação nossa, porque no fundo o que precisamos é sentir que ainda somos amados.

Muitas vezes confundimos amor com segurança. Por excesso de zelo ou proteção cortamos as asas de nossos filhos. Impedimos que eles busquem respostas próprias e vivam seus sonhos em vez dos nossos. 

Temos tanta certeza de que sabemos mais do que eles, que o porto seguro vira uma âncora que os impede de navegar nas ondas de seu próprio destino.

Muitas vezes confundimos amor com apego. Ansiamos por congelar o tempo que tudo transforma. Ficamos grudados no medo de perder, evitando assim o fluxo natural da vida. Respiramos menos, pois não cabem em nosso corpo os ventos da mudança.

Aprendo que o amor nada tem a ver com apego, segurança ou dependência, embora tantas vezes eu me confunda. Não adianta querer que seja diferente: o amor é alado.

Aprendo que a vida é feita de constantes mortes cotidianas, lambuzadas de sabor doce e amargo. Cada fim venta um começo. Cada ponto final abre espaço para uma nova frase.

Aprendo que tudo passa menos o movimento. É nele que podemos pousar nosso descanso e nossa fé, porque ele é eterno.

Aprendo que existe uma criança em mim que ao ver meus filhos crescidos, se assustam por não saber o que fazer. Mas é muito melhor ser livre do que imprescindível.

Aprendo que é preciso ter coragem para voar e deixar voar.

E não há estrada mais bela do que essa.


AS PESSOAS NÃO SUPORTAM A DIFERENÇA (FERNANDA TAKAI)





Na última terça-feira, estive a trabalho na capital paulista. Fui gravar um videoclipe no melhor estilo pouca verba, muita vontade. A ideia era andar de madrugada pela Rua Augusta – que vai do luxo ao lixo – enquanto cantava uma canção que diz: “a gente se acostuma com tudo”. Ou quase… Eu usava uma maquiagem e um figurino que remetiam diretamente ao personagem Edward Mãos-de-tesoura. Vocês devem se lembrar dele. Uma versão moderna e mais sentimental do Frankenstein, acrescido do talento para cortar cabelos, plantas etc., em formatos bem originais. Fiquei irreconhecível. Até parece que cresci uns 20 centímetros com os cabelos muito arrepiados.

Comecei a caminhar lentamente, enquanto as cenas eram captadas. A cada minuto alguém passava de carro ou a pé e gritava alguma coisa como: “olha a loucona!”, “bicha”, “sai, macumba!”, “que ser é esse, meu pai?”, sempre em tom de escárnio ou reprovação. Detalhe: quando percebiam que era uma gravação, trocavam um pouco a postura ofensiva por um “quem é?”, “é da televisão?”. Continuamos a andar, cruzamos a Avenida Paulista e uns fãs passantes me descobriram por trás daquela personagem. Um taxista até gentilmente foi me seguindo por alguns minutos batendo palmas e dizendo que gostava do meu trabalho, mas teve que se retirar, pois acabava interferindo nas imagens e eu nem pude olhar pra ele pois fazia uma longa seqüência com os olhos fixos na câmera…

Enquanto ia cantando e descendo a rua em direção à parte mais barra-pesada do lugar, ficava pensando como é difícil ser diferente nesse mundo. Seja pela roupa, o corpo, algum tipo de comportamento menos usual e nem por isso errado. Ser diferente é atrair olhares e pensamentos que a gente sente como espinhos. Mas o pior eu ainda ia sentir de verdade naquela madrugada.

O diretor queria gravar umas cenas num clube noturno que costuma lotar todas as noites. Logo chegamos ao lugar, que fica exatamente na área mais recheada de saunas, casas de espetáculos eróticos e hotéis de alta rotatividade. Ou seja, supus que haveria umas tantas pessoas também diferentes e que ali eu não chamaria atenção. Errado. Os mesmos comentários surgiram como farpas. Eu também não era daquela turma.

Conseguimos autorização para entrar com a câmera na boate. Já no corredor de acesso, pressentindo a hostilidade, disse que era melhor a gente ir embora que as pessoas estavam me olhando feio demais. Davam-me empurrõezinhos e se viravam resmungando qualquer coisa. O som era altíssimo e a iluminação precária. Quando começamos a gravar umas cenas em que eu apenas ficava na pista enquanto todos dançavam. Alguém deliberadamente agarrou meus cabelos e me puxou com força. Estava escuro, lotado, e as pessoas pareciam todas iguais. Digo, vestiam-se do mesmo modo. Não consegui ter certeza de quem foi. Justamente nessa hora a câmera foi desligada para ser ajustada à quantidade de luz e ninguém da pequena equipe que estava lá comigo conseguiu ver o ataque. Imediatamente pedi pra irmos embora porque agressão física é o tipo de coisa que me faz perder a graça. Ou a gente parte pra cima ou foge. Eu fugi e fiquei com muita vontade de chorar. Nem tanto pela dor, mas pela constatação de que ser diferente é correr perigo. Não ser de uma determinada turma nos torna automaticamente alvos de um bocado de gente bruta e disposta a nos colocar no devido lugar pelas palavras e pelos atos ignorantes.

Minha filha tem um livrinho, que é um dos mais vendidos mundo afora, que se chama Tudo bem ser diferente. Não, Nina. Ainda não está tudo bem e pelo jeito nunca vai estar.

18/12/2015

sábado, 26 de dezembro de 2015

POLLYANA E O JOGO DO CONTENTE (ELEANOR H. PORTER)




Pollyana era a filha de um missionário, cujo salário era tão baixo que ele mal podia obter o essencial para viver. De tempos em tempos, chegavam à missão caixas com roupas usadas e quinquilharias para serem distribuídas. Poliana esperava que algum dia chegasse alguma contendo uma bonequinha. Seu pai havia até escrito pedindo para que na próxima caixa viesse uma boneca já usada para sua filha. A caixa veio, mas, em vez de uma boneca, trazia um par de muletas. Notando a decepção da criança, o pai disse: "Há uma coisa pela qual podemos ficar contentes e agradecidos: é de não precisarmos de muletas". Foi então que começaram a jogar o "jogo do contente", como o chamaram, procurando e achando qualquer motivo para alegrar-se e agradecer, não importando o que fosse, e sempre o achavam. Por exemplo, quando fossem obrigados a comer uma refeição reduzida num restaurante, por não poderem pagar as guloseimas constantes do cardápio, diziam: "Bem, estamos contentes por gostarmos de feijão", embora seus olhos parassem no peru assado com seu preço proibitivo. Depois, passaram a ensinar o jogo a outros, fazendo com que muitas pessoas se tornassem mais felizes, entre elas algumas que acreditavam nunca mais poder alcançar a felicidade.


Por fim, estavam realmente passando fome, e a mãe de Pollyana teve que ir para o céu para evitar a despesa de viver. Logo depois, seu pai a seguiu, deixando Poliana dependente da generosidade de uma tia solteira, rica, mas rabugenta e inóspita, que morava em Vermont. Apesar de ter sido mal recebida e do quarto horrível que lhe foi destinado, a menina só viu motivos para alegrar-se. Literalmente, ela irradiava alegria, atraindo por seu encanto a empregada e o jardineiro e, com o tempo, até a tia indiferente. A mente radiosa da criança logo forrou as paredes nuas e o chão do seu frio quarto do sótão com toda espécie de beleza. Se não havia quadros, ela ficava contente porque sua janelinha abria para uma paisagem mais linda do que um artista poderia pintar, e o gramado era um tapete verde e dourado que nem o mais hábil tecelão do mundo poderia tecer igual. Se em seu grosseiro lavatório não havia espelho, ela ficava contente porque isso a poupava de ver suas sardas; mas, se tinha sardas, não era um bom motivo ficar contente porque não eram verrugas? Se sua mala era pequena e as roupas poucas, não eram bons motivos para ficar contente porque era rápido desfazer a mala? Se seus pais não estavam com ela, não devia estar contente por eles estarem no céu com Deus? Já que eles não podiam falar-lhe, não devia alegrar-se por ela poder falar com eles?


Quando voava como um pássaro pelos campos e charnecas, esquecendo a hora da ceia, ao voltar mandavam-na para a cozinha para alimentar-se apenas de pão e leite. A tia que esperava lágrimas e amuos, surpreendia-se ao ouvi-la exclamar: "Oh, estou tão contente por você ter feito isto, porque eu gosto muito de pão e leite". Qualquer tratamento ríspido, e havia muitos no início, fazia com que ela imaginasse algum motivo bondoso por trás de tudo e, então, dedicava-lhe um pensamento agradecido.


Sua primeira seguidora foi a criada da casa, que costumava esperar o dia semanal de lavagem de roupa com verdadeiro horror e encarava a segunda-feira com mau humor. Não demorou muito para que nossa garota conseguisse que Nancy se sentisse mais contente na manhã de segunda-feira do que em outras manhãs, porque não haveria mais nenhum outro dia de lavar roupa em toda a semana; e também fê-la ficar contente que seu nome não fosse Hepsibah, e sim Nancy, do qual ela não gostava. Um dia, quando Nancy protestava dizendo: "Claro, não há nada num enterro para ficar contente", Pollyana logo respondeu: "Bem, podemos ficar contentes por não ser o nosso". Para o jardineiro, que se queixava que estava curvado por causa do reumatismo, ela ensinou o jogo do contente dizendo-lhe que por já estar meio curvado deveria ficar contente por ter que se curvar só a metade quando estivesse arrancando o mato.

Perto de sua casa, numa mansão, vivia um velho solteirão, um recluso sombrio. Quanto mais ele a repelia mais solícita ela ficava, e freqüentemente o visitava porque nenhuma pessoa o fazia. Em sua inocência e compaixão, ela atribuía sua falta de cortesia a algum secreto infortúnio e, portanto, ansiava cada vez mais por ensinar-lhe o jogo do contente. Ela ensinou e ele aprendeu, embora fosse difícil no começo. Quando ele quebrou a perna, não foi fácil convencê-lo a ficar contente por haver quebrado apenas uma das pernas, e admitir que teria sido muito pior se suas pernas fossem tão numerosas como as de uma centopéia e ele tivesse quebrado todas elas. Por fim, sua alegre disposição conseguiu que ele gostasse do sol, abrisse as venezianas, corresse as cortinas e abrisse seu coração para o mundo. Ele quis adotá-la, mas como não o conseguiu, adotou um menino órfão que ela encontrou à beira da estrada.

Conseguiu que uma senhora, que só usava roupa preta, passasse a usar roupas com cores alegres. Outra senhora, rica e infeliz porque sua mente estava fixada em desgostos passados, teve sua atenção desviada por Pollyana para as misérias alheias, e tendo aprendido pelo jogo do contente como levar a alegria àquelas vidas, esta senhora trouxe alegria em profusão para a sua própria. Sem o saber, ela reuniu em feliz vida comum um casal que estava a ponto de separar-se, acendendo em seus corações, que estavam ficando frios, um grande amor por seus filhos. Aos poucos, toda a cidade começou a jogar o jogo do contente e a ensiná-lo a outros. Sob esta influência, os homens e mulheres transformavam-se em seres diferentes: os infelizes ficavam felizes, os doentes curavam-se, os que estavam a ponto de proceder mal encontravam de novo o caminho certo, e os desanimadas readquiriam coragem.




O principal médico da cidade achou por bem recomendá-la, como se ela fosse algum remédio. Dizia: "Essa garotinha é melhor do que um vidro de tônico. Se há alguém capaz de retirar o mau humor de alguém é ela; uma dose de Pollyana é mais curativa do que uma farmácia cheia de medicamentos". Mas o maior milagre conseguido pelo jogo do contente foi a transformação operada no caráter de sua impertigada e puritana tia. Ela que havia recebido Poliana em sua casa por estrito dever de família, com a convivência com sua sobrinha desenvolveu um coração transbordante de carinho. Poliana foi retirada de seu frio quarto do sótão para um quarto lindamente forrado de papel, com quadros, tapetes e mobiliado, no mesmo andar de sua tia. Assim, o bem que ela fez reverteu em seu próprio benefício.

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