domingo, 2 de outubro de 2011

PAZ (LUISA)






Uma das grandes sensações que alguém pode experimentar nesta vida é a de paz, vocês não concordam?


Paz consigo mesma, com o mundo e com as pessoas que fazem parte da sua vida. A sensação de paz, ao contrário do que muita gente imagina, não é uma sensação morna, neutra ou de que nada acontece. Ao contrário, as coisas acontecem, mas elas andam no ritmo certo. Não tem nenhum Deus-nos-acuda, o mundo não vai acabar amanhã e, se for, não há nada que alguém possa fazer.


Paz é uma sensação de que (como alguém já disse antes) a direção é mais importante que a velocidade – e uma ligeira desconfiança de que a direção está certa.


Paz é quando o mundo não precisa parar para você descer, pois você pode descer a qualquer momento e tem total controle da situação.


Paz é ter a cabeça vazia diante de uma estrada que não tem fim.


Paz é colocar sua cabeça no travesseiro à noite e dormir com a certeza de que você não enganou ninguém, não mentiu para conseguir nenhuma vantagem ou usou de alguma forma ilícita para conquistar alguma coisa ou alguém. Você tem a nítida sensação do que é paz quando você não busca a felicidade em cada coisa que faz ou em cada lugar que vai.


Paz é quando você está na hora certa e no lugar certo simplesmente porque você acha que aquela hora e aquele lugar são certos para você estar.


Paz é querer aquela pessoa que também te quer e, se um dia uma das partes não quiser mais, tudo bem. Você também vai estar em paz, pois não precisa de outra pessoa para viver.


Paz é estar feliz com sua própria companhia.


Paz é uma sensação interna de que sua busca não acabou, mas que ela não acaba quando você encontra.


Paz é não ter saudade do passado, ou ter, mas viver em harmonia com ele. É não esperar pelo futuro como se ele existisse porque, na verdade, o futuro acaba no exato momento que começa.


Paz é a sensação de que tudo vai dar certo e, se não der, você terá outra chance. Paz é acordar na beira do mar e não ter nada para fazer. Ou ter Paz é uma ave livre abrindo as asas no seu ombro.


Paz é uma sensação do dever cumprido, de uma obra entregue no prazo, de fazer meu melhor.


Paz é o final de um espetáculo de teatro depois que as cortinas se fecham.


Paz é uma sensação para poucos, mas aqueles que a experimentam não trocam por nenhuma outra sensação do mundo que possa se acabar num piscar de olhos. Se eu pudesse dar uma fórmula mágica da paz em um texto, eu daria, mas, por enquanto, só posso descrever um pouco do que estou conhecendo. Que não é quente, não é frio e muito menos morno. É leve, é novo, é seguro. A sensação de paz é um sentimento tão nobre quanto o amor, só que mais apurado.


A Paz é sublime.

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