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Mostrando postagens de Dezembro, 2015

GOSTO (CRIS ANVAGO)

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Gosto das palavras que enfeitam o meu dia.

Dos olhares que me alcançam a alma.


Da beleza do vento quando sussurra o teu nome.


Da simplicidade das pequenas coisas.


Das cores que me vestem nos sonhos por onde navego.


No verbo onde não encaixo a palavra, mas sorrio na prosa.


Onde deixo fluir todo o meu sentir.


Gosto do gosto da vida, mesmo nos instantes amargos.


Existe a doçura com que salpico os meus dias.


Gosto das palavras transformadas em gestos.


Que não terminam quando o sol nasce.


Gosto do gosto onde revelo o sonho que ainda não nasceu.

QUANDO OS FILHOS VOAM (RUBEM ALVES)

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Sei que é inevitável e bom que os filhos deixem de ser crianças e abandonem a proteção do ninho. Eu mesmo sempre os empurrei para fora. Sei que é inevitável que eles voem em todas as direções como andorinhas adoidadas.
Sei que é inevitável que eles construam seus próprios ninhos e eu fique como o ninho abandonado no alto da palmeira…
Mas, o que eu queria, mesmo, era poder fazê-los de novo dormir no meu colo…
Existem muitos jeitos de voar. Até mesmo o vôo dos filhos ocorre por etapas. O desmame, os primeiros passos, o primeiro dia na escola, a primeira dormida fora de casa, a primeira viagem…
Desde o nascimento de nossos filhos temos a oportunidade de aprender sobre esse estranho movimento de ir e vir, segurar e soltar, acolher e libertar. Nem sempre percebemos que esses momentos tão singelos são pequenos ensinamentos sobre o exercício da liberdade.
Mas chega um momento em que a realidade bate à porta e escancara novas verdades difíceis de encarar. É o grito da independência, a força …

AS PESSOAS NÃO SUPORTAM A DIFERENÇA (FERNANDA TAKAI)

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Na última terça-feira, estive a trabalho na capital paulista. Fui gravar um videoclipe no melhor estilo pouca verba, muita vontade. A ideia era andar de madrugada pela Rua Augusta – que vai do luxo ao lixo – enquanto cantava uma canção que diz: “a gente se acostuma com tudo”. Ou quase… Eu usava uma maquiagem e um figurino que remetiam diretamente ao personagem Edward Mãos-de-tesoura. Vocês devem se lembrar dele. Uma versão moderna e mais sentimental do Frankenstein, acrescido do talento para cortar cabelos, plantas etc., em formatos bem originais. Fiquei irreconhecível. Até parece que cresci uns 20 centímetros com os cabelos muito arrepiados.
Comecei a caminhar lentamente, enquanto as cenas eram captadas. A cada minuto alguém passava de carro ou a pé e gritava alguma coisa como: “olha a loucona!”, “bicha”, “sai, macumba!”, “que ser é esse, meu pai?”, sempre em tom de escárnio ou reprovação. Detalhe: quando percebiam que era uma gravação, trocavam um pouco a postura ofensiva por um “que…

POLLYANA E O JOGO DO CONTENTE (ELEANOR H. PORTER)

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Pollyana era a filha de um missionário, cujo salário era tão baixo que ele mal podia obter o essencial para viver. De tempos em tempos, chegavam à missão caixas com roupas usadas e quinquilharias para serem distribuídas. Poliana esperava que algum dia chegasse alguma contendo uma bonequinha. Seu pai havia até escrito pedindo para que na próxima caixa viesse uma boneca já usada para sua filha. A caixa veio, mas, em vez de uma boneca, trazia um par de muletas. Notando a decepção da criança, o pai disse: "Há uma coisa pela qual podemos ficar contentes e agradecidos: é de não precisarmos de muletas". Foi então que começaram a jogar o "jogo do contente", como o chamaram, procurando e achando qualquer motivo para alegrar-se e agradecer, não importando o que fosse, e sempre o achavam. Por exemplo, quando fossem obrigados a comer uma refeição reduzida num restaurante, por não poderem pagar as guloseimas constantes do cardápio, diziam: "Bem, estamos contentes por gosta…

O FUTURO DEPENDE DE CADA UM DE NÓS! (TÂNIA POLON)

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Observo muitas pessoas pessimistas pelo Brasil e pelo Mundo afora devido às dificuldades enfrentadas em suas vidas...

Acredito que somos guiados e protegidos por uma força maior que nos mantém vivos e nos inspira diariamente ao progresso e que nos leva a atingir patamares sólidos...

Faz-se imprescindível retirarmos do fundo do nosso coração uma força que nos levará ao progresso pessoal...

Dificuldades sempre existirão, mas que nos sirvam de estímulo para superarmos as nossas deficiências interiores e possamos de fato exteriorizar todo potencial de mudança interior...

Precisamos acreditar no nosso sucesso para que valha a pena ter lutado incansavelmente por ele...

Percalços são necessários para que possamos fortalecer pequenos detalhes que a vida nos apresenta através das idas e vindas e dos sobe e desce...

Fortalecer nossos anseios e sonhos é importante para que a vitória final tenha sabor de dever cumprido e que essa luta árdua em busca pelas realizações nos faça evoluir como Seres Humanos…

POR MAIS UMA SEMENTE DE PAZ (LANA NÓBREGA)

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Existem muitas energias no mundo.

Somos pontos cósmicos que têm a grande bênção de experienciar a vida.

Viver, sentir, tentar, amar, cuidar.

Mas são as nossas ações que compõem a vida que se faz ao nosso redor.

Nosso canto de mundo é, na verdade, diminuto.

Somos pequenos espectros na dimensão imensurável do Universo.

Ao pensar assim, podemos entender que talvez cultivar uma existência de paz não seja tão difícil.

Há que se cuidar das energias que estão sob nossa responsabilidade.

Muito me preocupa os dedos apontados, a necessidade de julgar o certo e o errado.

As novas tecnologias nos permitem ter acesso a intimidades de outras pessoas, à fragilidade da história de outras pessoas.

O que fazemos com esse acesso?

As energias que desprendemos no cuidar ou não do que é do outro são responsabilidade nossa.

O ato de escrever a nossa vida se dá paulatinamente.

E a empatia com o que é do outro é a chave para percebemos também aquilo que é nosso.

O que desprendemos à vida é tão nosso que a nós r…