GOSTO (CRIS ANVAGO)





Gosto das palavras que enfeitam o meu dia.

Dos olhares que me alcançam a alma.


Da beleza do vento quando sussurra o teu nome.


Da simplicidade das pequenas coisas.


Das cores que me vestem nos sonhos por onde navego.


No verbo onde não encaixo a palavra, mas sorrio na prosa.


Onde deixo fluir todo o meu sentir.


Gosto do gosto da vida, mesmo nos instantes amargos.


Existe a doçura com que salpico os meus dias.


Gosto das palavras transformadas em gestos.


Que não terminam quando o sol nasce.


Gosto do gosto onde revelo o sonho que ainda não nasceu.

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