segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

CONFIANDO NO PRÓPRIO TACO (DIEDRA ROIZ)







As inseguras que me desculpem, mas autoconfiança é fundamental!

Quem nunca se arrependeu – uma única vez que seja – de não ter se posicionado, se manifestado ou opinado sobre algo? De não ter dito ou feito exatamente o que pensava, o que queria ou necessitava, só para não ficar de fora, ser aceita ou aprovada?

Há muito, muito tempo, estava eu tranquilamente sentada de maria-chiquinha na primeira fila da sala de aula, em plena aula de matemática, prestando atenção na correção do dever de casa.

“Tia” Márcia virou do quadro e perguntou para o menino ao meu lado o resultado de um dos problemas. Ele disse um número que não era, absolutamente, o que eu tinha encontrado.

- Quem achou o mesmo resultado? – a professorinha falou bem alto para a classe.

Olhei em volta e todos – sem exceção – estavam com as mãos levantadas.

Então, para meu desespero total, ela voltou a questionar:

- Alguém achou outra solução?

Imaginem a minha situação: oito aninhos, as pernas curtas penduradas porque sentada na cadeira os pés não tocavam o chão. A turma inteira concordando, em massa, com a mesma resposta.

Eu nem era boa em matemática…

Só podia estar errada, mas…

Por algum estranho, incompreensível impulso – ergui timidamente a mão.

Foi assim que tive a boa sorte de descobrir, logo no início da vida, que nem sempre a maioria tem razão.

Obviamente, nesses trinta anos que se passaram, houve vezes em que não ousei seguir na contramão. Que preferi calar, me omitir, fingir que estava de acordo.

Às vezes por medo, outras cansaço, e até mesmo por não acreditar mais em nada nem ninguém. Incluindo em mim mesma.

Aqueles momentos em que a gente para e pensa:

- Que adianta? Não vou mudar nada mesmo… Me aborrecer para quê?

A verdade é que…

Apesar de ser muito, mas muito difícil mesmo conseguir dizer:

- Não quero comprar batom!

Mais difícil ainda é manter essa crença.

Principalmente com o bombardeio afirmando o tempo todo que:


- Compre batom! Compre batom!

É o certo, o melhor, o único caminho que vale a pena.

Existe algo pior do que direcionar a sua vida pelo o que outras pessoas pensam, ao invés do que você quer realmente?

No entanto, às vezes fazemos. Para agradar, para nos encaixar, para não ter que carregar pendurada no pescoço a placa de:

- Eu sou diferente.

Já repararam que quando duas pessoas se encontram – seja amizade, trabalho, família ou num relacionamento amoroso – a tendência é aquela com o maior nível de segurança e certeza influenciar a outra?

E que deixar de crescer, de se posicionar e de se realizar, nada mais é do que o caminho mais rápido para dor, frustração, e sofrimento?

“Se você deliberadamente decidir ser menos do que pode ser, então eu o advirto que você será profundamente infeliz pelo resto de sua vida.” (Abraham Maslow)

Quem não confia em si, não se ama. E como alguém que não ama nem a si mesma vai poder amar um outro alguém? Mais ainda: se nem você se ama, como uma outra pessoa (tirando pai e mãe porque nesse caso amor incondicional não tá valendo) vai conseguir?

Cada pessoa possui, em sua essência, um potencial maravilhoso, fantástico, incandescente.

Ninguém é desprovido dessa capacidade de brotar, crescer e florescer. Cada uma tem um meio, e precisa buscar, encontrar e aprender a fazer brilhar o seu.

Confiar no próprio taco.

Acreditar em si mesma.

Auto confiança.

Segurança.

Claro que não é fácil. Existem momentos de sofrimento, perdas, danos, doenças, derrotas. Faz parte. A vida não pode ser sempre cor de rosa.

Aparentemente, esses momentos nos enfraquecem, nos deixam inseguras e medrosas, certo?

Errado!

É exatamente o contrário.

Para superá-los precisamos nos tornar maiores do que eles. E independente de quantas lágrimas vertemos, do quanto possamos nos sentir sozinhas, incapazes ou derrotadas, por pior que seja, é só um momento passageiro.

A derrota não consiste em cair, e sim em desistir, não prosseguir, nem se levantar.

A diferença entre obstáculo e benefício está em quem olha.

É como estar no mar e de repente vem aquela onda enorme. Não tem como fugir, pular nem evitar, e durante aqueles derradeiros segundos, com o coração parecendo que vai saltar do peito, a adrenalina acelerando tanto seu corpo que parece que o mundo está em câmera lenta, você tem duas formas de pensar:

Danou-se! Não tem jeito! Vou levar um mega caixote e me afogar!

Ou:

Vou furar essa coisa e sair do outro lado.

O ponto de vista, a postura, a forma de encarar é a única diferença entre surfar as ondas da vida e morrer na praia.

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